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Portal de Antropofagia no Ar

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

A partir da obra de Oswald de Andrade, antropofagiada por Beatriz Azevedo e por diversos artistas e intelectuais que pelo mundo todo estudam e praticam a fiosofia do autor brasileiro, o portal de Antropofagia, no ar em sua versão atual desde 11 de janeiro quando Oswald completou 120 anos, reúne material acerca do 1º Encontro Internacional de Antropofagia, realizado no Sesc em dezembro de 2005 com direção geral de José Celso Martinez Correa, e material vasto sobre o assunto, desde teses à matérias de jornal, fotos e vídeos.

O portal pretende ser também um ponto de união, um tótem para que circulem em volta todos aqueles interessados na antropofagia cultural e praticantes desta arte.

Caderneta de Campo interditada na TV Cultura

sábado, 20 de junho de 2009

caderneta

Caderneta de Campo é um vídeo realizado em 1983 com a parceria da Fundação Padre Anchieta e do Teatro Oficina, quando o vídeo apenas surgia como meio de expressão no mundo. Resultado do trabalho sobre o poema encenado “Santeiro do Mangue” de Oswald de Andrade e a peça Ana Clitemnestra, de Carlos Henrique de Escobar, ficção que traz Ana e Euclides da Cunha como personagens principais o vídeo foi rodado nos estúdios da fundação e levou o grande prêmio do primeiro Festival Videobrasil mas jamais foi levado a público na TV Cultura. Recentemente, tendo o pedido de liberação do uso de imagens da Caderneta para exposição no Itaú Cultural negado, o diretor José Celso ficou sabendo da interdição e escreveu a seguinte carta:

Eu, José Celso Martinez Corrêa, venho como Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, junto ao Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, requerer a revisão de sua interdição do Programa “Caderneta de Campo”, prêmio de melhor vídeo do 1º Festival de Video de São Paulo, interdição esta feita por este Conselho, há 26 anos atrás, em 1983, por nós ignorada até ontem, dia 17 de junho de 2009. 

Foi feito por esta Associação um pedido a TV Cultura de imagens para uma Exposição no Itaú Cultural, em torno de minha pessoa enquanto artista. 

Os encarregados destes trabalhos, com muita gentileza, nos atenderam e cederam imagens de meus trabalhos, exceto do video “Caderneta de Campo”. Nossos colegas de trabalho de comunicação da TV Cultura, num email de confirmacão de cessão de todos nossos pedidos nos informaram de uma excessão: 

“Lamentamos informar, mas a diretoria da Fundação Padre Anchieta decidiu não liberar o programa “Caderneta de Campo” para a inclusão na Exposição do Itaú. O veto à exibição deste programa trouxe grandes problemas a esta instituição, e não há interesse em reavivá-lo.” 

Nossos companheiros trabalhadores desta área na TV Cultura, de quem ficamos amigos por sua nobreza no trabalho, entretanto nos rogaram a compreensão para esta circunstância, mas não podemos neste ponto atender esse pedido, porque realmente não compreendemos nada.

Nem sequer sabíamos que o video estava interditado. Estranhávamos que o mesmo nunca tivesse sido exibido. Muitas vezes me dirigi, principalmente a Paulo Markum, pedindo que exibisse o vídeo, alegando minha incompreensão por não o tê-lo visto jamais programado na TV Cultura.

Esta informação ontem passada, depois de mais de duas décadas e meia, tempo de prescrição de pena para um assassino, nesta era em que a democracia no mundo inteiro emerge na crise lutando cada vez mais por sua afirmacão de liberdade, é pra dar risada! 

Até Cuba hoje pode entrar na OEA, pois foi considerada descabida a manutenção de uma interdição por relações daquele país com uma potência que nem mais existe, a URSS.

É um coágulo no fluxo da liberdade nesta emissora esse velho impedimento. Isso dá Cancer. 

Pedimos a revogação desta arcaica e até então ignorada proibição.

Por toda admiração que temos aos trabalhos desta TV do Governo do Estado de São Paulo e por confiarmos em seu crescimento infinito, na conquista da cultura, educação, na formação democratica da liberdade no Brasil, é que solicito esta liberação. 

Liberdade Liberdade 

Abre as asas sobre nós 

José Celso Martinez Corrêa 

Viva a República”