Sou recém nascida neste teatro, ainda que tenha começado a me embrenhar nele há mais de três anos, em contatos mensais com o Zé para as gravações do Canal Brasil. E então em Os Bandidos fui absorvida, de forma absolutamente amorosa, num fluxo natural e bonito demais.
Existe entre os atores e eu, ainda que eles provavemente não saibam, uma ligação que me enche de sensações vertiginosas. Ser câmera é o modo que encontrei para investigar e revelar o outro. Tocar com os olhos e fazer com que o espectador perceba a beleza através da minha retina, da minha lente e principalmente de todo o amor que sinto por tudo o que eu vejo. Assim Os Bandidos está sendo um presente, por esta conexão profunda com cada ator para quem eu aponto a câmera, o brilho de todos em cena, a violência e a doçura do ardor de cada um. Tenho me emocionado em todas as apresentações – e eu já desaguei tanto que daria pra lavar o corpo de todo o elenco. Esta semana preciso silenciar um pouco e digerir; fui arrebatada e levada a lugares que nem sei dizer. Elaine disse que acha que eu ainda vou explodir em cena. Talvez. O desafio agora é transformar isso em concentração, mais e mais e mais.



















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