Arquivo de maio de 2009
O Banquete de Platão em Zagreb, Croácia
terça-feira, 26 de maio de 2009DA CONTRIBUIÇÃO MILIONÁRIA DE TODOS OS EROS – repassem para quem precisa saber
terça-feira, 19 de maio de 2009Antes de tudo:
- quem tiver fotos ou videos do Festival Outono Oficina entre em contato com o blog
- tudo isso é público e está linkado ao site do oficina >>> www.teatroficina.com.br
Agora:
Pela Ágora
Pelos Festivais
Pelas Dionisíacas
Pelo Anhangabaú
Por Sampã na Terra
Pela Cultura por dentro
IÓ coros do Oficina! AGÔ!
Vem
Todos os que cantaram pelo terreiro
neste outono que passou
os que beberam seu néctar multicor
os de dentro e os alem mar
onlines do corpo planeta espaço
os que puderam lá pela primeira vez pisar
os que perderam o cabaço
os que tocaram e se tocaram
os que viram o avanço
do forró da ópera
do cinema do som
a faca de Lorca caLor
bodas de prata X Package To Overseas
madrugadas e reviradas que atravessamos
tudo que se aterrou e se exumou
nos filmes do Oficina mostra nas paredes telas do Terreiro Eletronyko.
Ainda sem numero de pessoas mas já toda a multidão de um lugar
que quando cruza a rua Canudos entre a Jaceguay a do Bixiga
se emparalela a Abolição a Japurá
entrando pela santo Amaro a Brigadeiro o Sacolão a Abolição a Humaitá
por 21 luas vivemos o tesão da Associação
uzynando multidões de terreiro
do Terreiro
amamos o mesmo amor no que vai se explodir
em Ágora agora
quando o projeto do Anhangabaú da Feliz Cidade
conseguir ser no ato do fato
e afetar aqueles que sabem de si
do mundo
ancestrais românticos da idade mídia
e não sabem nada alem
de que precisam contracenar
e desenrolar o conflito entre
o pseudo liberal libertador e progressista
e o phoder ancestral rheal libertador da cultura
viva dentro de cada cada
o Festival pôde acender xamas em pencas
matogrossos cavalcantis lopes camilos carlos moraes firminos
assumpcões azevedos ruizes raízes couras
burhes capparelis cunhas nascimentos
aeroplanos de pássaros cantando o terreiro aberto
o terreiro perto e limpo
a vela acesa e o altar de talismã
xamando a cidade em todos os públicos
vezes cada um por si
ora por todos na orgia
na melhor delicia do mel dessa palavra
O R G Y A
pública de públicos.
Santos baixam na terra e demos
todo o phoder a eles.
E o espaço se transformou em tudo o que quis
porque assim é que se phode a ROCHA VIVA
cinema poltrona palco teatro banda boteco
rua subsolo teto buracos roubos ou furtos bécos
pista inferno família gangue municipal
em montagem e desmontagem de astros e desastros
A Associação xama para o phoder do que aconteceu
para sabermos de nós e de cada um no nó da gente
que festivamos o outono de coração apaixonado.
Que nenhum show foi simplesmente um show.
Rizomas que somos.
Que o Outono Oficina quer a Ágora e o Anhangabaú
que o inverno seja chuvoso e florido
e se lance sobre a primavera
e no verão de Lu(i)z
que esse ano celebra 22 anos de ethernidade
Ofereceremos alegria!
Ao terreiro que é da Cidade
À Associação
e à ANTONIO FELICIANO DA PAIXÃO
o Surubim
mestre dos quadros que flutuavam pela galeria do teatro
e que entra agora num movimento de exumação e coleta mundial de suas obras
para uma organização centralizada de toda sua história de arte
não fizemos ainda a exposição do Surubim
mas abrimos o espaço Surubim.
Eterno retorno do Oficina Sistina
quando o teatro na sua reconstrução transformou suas paredes
em véus transparentes pequenos cabaços
e onde da rua dá pra ver arte fermentada no tijolo.
Tudo a fazer.
À Lina orácula.
E os conselheiros do caminho que nos religam.
E digestamos estrelas
Findo o gozo fundo com tutu e chá de boldo
novos em velhos corpos ocupantes amadurecidos
limpezas viagens produção na velocidade do avião
embriagados nas folhas verdes do jardim das sombras
onde deve dormir Surubim
nas noites em que o Terreiro dorme sozinho
Na transparência do vidro quebrado
e na sinfonia do piano desafinado
cuidamos do espaço e quando descuidamos
é ele quem fala para ser bem amado
assim serestando vamos a Cacilda !!
pra quem o Festival aqueceu a batucada
e depois a banquetes de ouro que hão de vir
Associa-se quem quer
Gosto se serve
com que lábios te beijei
Quem vê tudo é o terreiro.
Vamos misturar tudo
o que o Outono deu s
e a uzona deixa nascer
TUPY OR NOT TUPY
MERDA OURO
20:00h do domingo da ultima semana do meu inferno astral de prata
25 no 22
Artigo na Revista Problemas Brasileiros, do SESC
sexta-feira, 15 de maio de 2009“O movimento da Tropicália surgiu da relação entre as ideias de Oswald de Andrade e o contexto da geração do final dos anos 1960, que teve o Oficina no teatro, Glauber Rocha no cinema, Caetano Veloso e Gilberto Gil na música popular, Plínio Marcos e Antonio Bivar na literatura, em especial dramaturgia, entre outros. “A antropofagia parte do princípio de que a própria revolução, o avanço, está no que Euclides da Cunha chama de ‘evolução regressiva’, o retorno à origem”"
Garfu no penúltimo dia do Outono Oficina
sexta-feira, 15 de maio de 2009Surubim
quinta-feira, 14 de maio de 2009Antonio Feliciano da Paixão
Surubim Feliciano da Paixão
Surubim
Nasceu em 1940, em Machados, no agreste pernambucano e morreu em São Paulo, em 1991. Artista plástico e gênio da ciranda, fez a música para o filme Rei da Vela. Gravou seu único disco, que pode ser ouvido no site do Oficina, com o dinheiro obtido com a venda do filme para a Alemanha. As pinturas que ilustram esse blog são reproduções de suas obras de arte.
Capitaneava um conjunto de ciranda e o Forró do Avanço, em que se misturava o forró mais avançado, o circo, comandado por Verônica Tamaoki, e todo o movimento de teatro. Na mesma época funcionou a cantina-cabaré da alagoana Zuria. Nessa época posterior ao AI-5, que incluiu a proibição de freqüentar determinados lugares visando exatamente os teatros, a polícia invadiu algumas vezes o prédio do Teatro Oficina.
O Oficina começava a se organizar como Uzyna, e estava dividido em três núcleos, O Homem e o Cavalo, dedicado ao cinema, vídeo e à vanguarda de comunicação; o núcleo Os Sertões, do qual faziam parte Surubim, Sandy Celeste e Edgar Ferreira; e o núcleo Bacantes, de coros de atuadores que realizavam performances a partir do Ensaio Geral do Carnaval do Povo de Galileu Galilei, de Brecht e foi censurado já no início da lenta, gradual e restrita abertura política brasileira.
Grécia – Epidaurus
quinta-feira, 14 de maio de 2009Dionisios chega!
Entrevista de Zé Celso a jornal croata
quinta-feira, 14 de maio de 2009As oficinas sobre O Banquete de Platão, recriado por José Celso e pelo tyaso do Oficina em Zagreb, na Croácia, no 5º festival Queer, acabaram. A apresentação para o público do resultado do trabalho foi no dia 10 de maio, com presença numerosa de público. Agora o grupo seguiu para Atenas, na Grécia, para participarem das filmagens de um documentário sobre Zé Celso rodado por Tadeu Jungle.
Entre as repercussões do trabalho na imprensa o principal portal de internet croata deu matéria sobre o Oficina e publicou um vídeo com trechos da encenação. Esse portal trazia na capa a manchete: ”A Croácia não vai conseguir entrar no Mercado Comum Europeu se continuar cultivando a homofobia.” E no corpo do texto repetia-se a fala acrescentando: “pois a maioria dos prefeitos das grandes cidades da Comunidade Européia são gays.”
O diretor do Oficina deu uma entrevista a um jornal local no entanto o que foi publicado é, segundo Zé Celso, de uma “mediocridade e vazios espantosos”. Assim a partir do que havia declarado, ele refez o texto que o blog do Oficina publica.
Vocês estão pela primeira vez em Zagreb e vão ser introduzidos com uma festa de Platão. Porque exatamente Platão?
O espetáculo é uma transcriação do texto de Platão. Eu decidi por ele porque sinto que tem a ver com o momento atual das relações culturais e políticas croatas. Eu acabei esse roteiro, escrito em versos para ser musicado, dias antes de virmos para Zagreb, mas deixei espaço para improvisação, pois trabalhamos no aqui e agora, e dedico o espetáculo ao deus grego do amor Eros, ao Cupido e ao meu deus.
Você trabalhou com com atores croatas e artistas nesse espetáculo? Como foi?
Sim, trabalhamos. Através dos ensaios com atores croatas o trabalho foi ganhando sua forma. A mensagem toda do espetáculo foi formada durante os ensaios, com os atores, seguindo suas emoções e reações. Nos olhos deles e nas palavras explicitadas eu pude reconhecer o medo, relacionado à homofobia, em sua sociedade, que hoje ocupa o lugar que era do nazismo e do stalinismo. No início, depois de projetarmos o video de “Bacantes”, nossa encenação do espetáculo de Eurípedes, muitos atuadores desistiram do trabalho e apenas alguns entraram mas depois os mesmos que tinham desistido voltaram. Temos apenas seis dias para nos prepararmos e é certo que a maioria dos atores não vai saber exatamente seu texto mas isso vai dar a eles a oportunidade de atuarem realmente para fazer acontecer um ato político corajoso de afirmação do amor livre e do Poder do Teatro. O espetáculo será em brasileiro e também em croata. No Brasil ele será influenciado pela montagem croata mas recriado nas condições bem diferentes do atual movimento cultural político libertário e poético do Brasil de hoje.
Qual é exatamente a mensagem de seu espetáculo?
Eu não gosto de teatro de mensagem. Nós, o grupo de seis brasileiros e os artistas croatas queremos passar sensações, sentimentos, emoções táteis, concretas, amorosas, que transcendam rotulações simplistas e didáticas – o amor não é uma mensagem, é uma prática de vida, e apesar de muitas pessoas acharem que é sobre homossexualidade, não é. É sobre o amor de qualquer tipo, porque para mim não há o amor heterom ou o amor homo, é apenas amor. NO entanto não pode existir liberdade em nenhum sentido, principalmente amoroso, se qualquer forma de amor for cerceado, demonizado, como o é agora na Croácia pelos fiéis a Igreja Católica Apostólica Romana. No Brasil está-se passando uma lei que considera a homofobia um crime contra a humanidade. Muitas pessoas hoje fazem guerra contra o amor, mas nós estamos lutando pelo amor. E não precisamos de armas para isso, nossas armas são música e poesia. Amor, assim como teatro, dá poder, cultiva a vida, e necessitamos, a todo tempo, poesia, como ar.
Seu grupo de teatro, chamado Teatro Oficina, celebra seu quinquagésimo aniversário esse ano. Quão longa foi a viagem?
Muito longa e difícil com muitas interrupções durante a repressão militar. O grupo foi formado em 1958 por gente jovem da classe média que estava estudando na universidade de Direito à época. Foi formado pelo poder revolucionário dos fins dos anos 50 e todos 60, em que nós e todos, os “pequenos-burgues”, jovens, queríamos nos suicidar enquanto classe e ressucitarmos como revolucionários, diferente do que acomtece com a pequena burgesia hoje que quer defender seus pequenos privilégios diante da mudança de era em que vivemos. Tínhamos a influência do teatro russo que nos levava a quebrar os clichês de nosso corpo possuído pela máscara pequeno burguesa, por isso a peça de Gorki “Pequenos Burgueses” foi um sucesso sem precedente a època, tendo sido apresentada no Brasil e na América Latina mais de 1000 vezes. No início nosso trabalho estava indo muito bem mas durante os anos 60, quando a caça dos militares começou, nosso teatro foi incendiado por grupos paramilitares. Tivemos que recrcontruir o teatro e nossa maneira de ver o mundo.
Teatro Oficina foi um dos fundadores da Tropicália, movimento que deixou um grande traço na cultura brasileira?
Sim, foi duranre o tempo da ditadura quando nós tentamos reconstruir nosso teatro novamente. Nós achamos inspiração em um poeta chamado Oswald de Andrade, morto havia mais de 10 anos e com a obra lançada ao ostracismo. Oswald tinha criado em 1928 o Manifesto Antropófago, em que afirma que a história brasileira começa quando os índios antropófagos Caetês comeram o bispo Sardinha que naufragou nas socstas do litoral norte brasileiro quando navegava a Roma para pedir ao Papa que enviasse mulheres brancas para impedir o continuamento da mestiçagem entre os portugueses e as índias. O Movimeto Tropicália nasceu naturalmente, vindo de um transe transe como o desta nova era que estamos vivendo, no CHANGE que deu vitória a Obama, e conectou muitos naquela época a esse movimento. A Tropicália devora todas culturas, inclusive a colonialista do Hemisfério Norte, e assumiu durante o maniqueísmo da Guerra Fria, toda cultura dos índios brazyleiros, seus rituais, sua bruxaria, a dos afro brasileiros ex-escravos, toda a contribuição milionária dos erros da cultura dos emigrantes de todo mundo que chegam ao Brasil, também as culturas do então chamado terceiro mundo e também as inovações do Hemisfério Norte, principalmente da contra-cultura americana, no rock dos Rolling Stones, e dos movimentos de 68 em todo Planeta, mas sempre com o suíngue das batidas do dytyrambo, dos tambores que deram origem ao samba, ao rock, ao reggae, ao rap, ao hip hop, etc. As mesmas transformações por que passava o Oficina estavam no cinema de Glauber Rocha, na música de Catano Veloso e Gilberto Gil, na retirada dos quadros da parede para vestí-los no corpo para dançar pelo artista plástico Hélio Oiticica, inventor da “instalação” no mundo das artes plásticas. Estavam também na revolução teológica de Zé Vicente, dramaturgo que mais que liberou, sagrou a sexualidade como divina em sua obra “Santidade”. O movimento continua, com a mema força. Continua nessa mudança agora explícita na Era que vivemos hoje em 2009.
Em 1993 nós reconstruímos pela 3ª vez nosso espaço cênico na forma de um Terreiro Eletrônico, uma Rua aberta para a Cidade, com os 4 elementos da natureza: terra, fogo, água e ar, mas ampliados por todas as mídias da revolução digital, criando a “Ópera de Carnaval Brazyleyra da TragiComedyOrgya Electro Kandomblaika”, o fim do Drama e da Drmaturgia, e começamos a existir oficialmente novamente.
Nosso projeto futuro é, depois de 29 anos de luta com o Grupo SS de especulação Video-Financeira que quer construir 700 apartamentos em torno de nosso teatro, tombado, preservado como Patrimônio Histórico de São Paulo destruindo assim a obra de arte da grande arquiteta italiana Lina Bo Bardi, é construir um espaço público: o Anhagabaú da Feliz Cidade, com um Estádio de Teatro, uma Universidade Antropófaga, uma Oficina de Florestas, para disseminar áreas verdes numa cidade como São Paulo diferente da riqueza de verde de Zagreb, e uma Ágora para o Bairro do Bixiga, centro, umbigo de São Paulo, criando assim uma área para encontro de toda cidade, fora dos guetos atuais pobres e ricos. Um Centro de misturas de todas as classes, bairros, culturas, etc…
Gozba – O Banquete Sérvio-Croata
terça-feira, 12 de maio de 2009
Gozba – O Banquete Sérvio-Croata
terça-feira, 12 de maio de 2009
Gozba – O Banquete Croata
terça-feira, 12 de maio de 2009











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