Arquivo de junho de 2010
IÓ Olinda e Recife, o Carro Naval de Dionísio chega nessa semana
quarta-feira, 30 de junho de 2010Clipping Salvador
quarta-feira, 30 de junho de 2010Matérias do teatro Oficina na WEB – Salvador
http://ibahia.globo.com/revistacultural/noticia/default.asp?codigo=229433
http://perfumemoda-bobpires.blogspot.com/
http://guiadoocio.com/teatrodanca/teatro-oficina-estaciona-em-salvador
http://cucadaune.blogspot.com/2010/06/teatro-oficina-em-salvador.html
http://blogdovila.blogspot.com/2010/06/artistas-do-teatro-oficina-sp-fazem.html
http://www.ihac.ufba.br/portugues/noticias/teatro-oficina-promove-oficinas-e-espetaculos-na-ufba/
http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=4259007
http://ibahia.globo.com/teatro/pecas/default.asp?id_evento=28568&id_tipo_evento=3
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/06/iphan-decide-pelo-tombamento-do-teatro-oficina.html
http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=2726947
http://www.salvadorupdate.com/salvadorupdate/index.php?option=com_content&view=article&id=248
SÃO JOÃO DIA D DO BAIRRO DO BIXIGA DE SÃO PAULO E DO TEAT(r)RO OFICINA UZYA UZONA
quinta-feira, 24 de junho de 2010Dia 24 de junho, será Natal no Hemisfério Sul. Dia em que os Índios da America Indo-Afro-Latina, aborígenes da Austrália, povos Africanos, Brasileiros principalmente do Norte e Nordeste, em rodas, quadrilhas, canções e forrós juninos, fogueiras e namoros, festejam o SOLSTÍCIO DE INVERNO.
“São João! São João! Acende a Fogueira do meu Coração!”
Todo dia fazemos com nossa história de vida, história; mas neste dia da noite das Fogueiras de São João, vive-se à tarde, ano Rio de Janeiro, no PAÇO IMPERIAL, um instante em que os brasileiros Conselheiros que nos representam no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o IPHAN, tomam decisões em 3 cenas diferentes que definirão rumos da História do Brasil: deste as 10h da manhã estarão reunidos para examinar processos relativos aos 102 anos da IMIGRAÇÃO BRASILEIRA NO BRASIL, AOS ÍNDIOS DE MATOGROSSO e ao TOMBAMEMTO DO ENTORNO DO TEATRO OFICIA, que há 30 anos vem impedindo por uma luta social, com apoio do mundo inteiro, que o TEATRO OFICINA , e o BAIRRO DO BIXIGA, sejam destruídos, antes pela construção de um SHOPPING pelo GRUPO SILVIO SANTOS e agora por 3 TORRES DE APARTAMENTOS,o projeto atual deste Grupo.
O Ministro da Educação dos anos 1930 e 1940, Gustavo Capanema, junto a 3 Andrades, os Poetas Carlos Drummond, Mário e o advogado Rodrigo Melo Franco de Andrade, há 73 anos atrás, criou esta instituição que até o dia de hoje tem enriquecido o Patrimônio Cultural do Brasil.
Dia 10 deste mês das Fogueiras, o “Diário de São Paulo” publicou matéria de página inteira anunciando esta reunião de hoje, com Manchete Drummondiana “Tem um Teatro no meio do caminho”. A Palavra “meio” está em letra de formato maior, e seu “i” é uma seta enorme apontando para uma foto do Prédio do Teatro Oficina, como Protagonista de um entorno urbano totalmente destruído, embaixo do qual se montou uma foto do lado direito, de Sílvio Santos ao lado de uma chamada em fundo negro, em letras brancas escrito: GRUPO SILVIO SANTOS; e do lado esquerdo uma foto de José Celso Martinez Corrêa, com outra chamada: TEATRO OFICINA. Exatamente o Teatro, no Bairro do Bixiga, onde é cultivado um Ponto de Vista Estético Específico do Teatro Brasileiro e Internacional há 51 anos, e que hoje deve ser estudado pelos Conselheiros presentes no Paço Imperial.
Os Ilustres Conselheiros examinarão três cenas distintas do Patrimônio Artístico e Cultural do Brasil. No caso do Oficina, sua decisão deve intervir fortemente na Cena atual do Teatro Brasileiro.
Este Teatro, o Oficina, há 30 anos defende e quer ampliar a terra em que floresce sua criação e libertar-se do Cerco da Especulação Imobiliária que cerceia seu crescimento em seu entorno, tombado pelo Conselho do CONDEPHAAT, com 300 metros de entorno, conforme determina a Constituição Brasileira. Este Tombamento foi realizado em 1982 pelo geógrafo Azis Ab’Saber, então presidente do conselho na gestão do Secretário de Cultura, o pianista João Carlos Martins, tendo por base o “Laudo Técnico” dado pelo saudoso arquiteto, artista plástico, cenógrafo, figurinista e diretor teatral: Flávio Império. Este ato é Revolucionário em seu conceito, pois ao mesmo tempo em que tombava o Teatro, tombava seu entorno para a realização de um Projeto de um dos maiores “Arquitetos” do século XX – Lina Bardi – Mulher protagonista desta história.
O “Arquiteto” como ela fazia questão de ser chamada, Lina Bardi, concebeu a obra que acabou por ser seu Canto de Cisne, para o Teatro Oficina em 1980: um Espaço Arquitetônico Urbanístico em que o Oficina transforma-se numa RUA, chamada por ela “Teatro Pé na Estrada’”, como afirmava “Chão de Terreiro, Galerias do Scala de Milano, dando para as Catacumbas de Silvio Santos”. Com Catacumbas referia-se ao Colyseum Romano, mas adotou o nome que seu amigo, Oswald de Andrade, já tinha criado em 1943: “TEATRO DE ESTÁDIO”, para a devoração do Coliseo Romano, lugar para “a Paixão, a Emoção do Povo da Grécia Carnavalesca do Brasil comer seus bodes, cantando-os. Cantar o Bode, igual a Cantar sua Tragédia: bode em grego tragos, canto, oidé, Tragoidé.
Este Tombamento, no que toca a seu entorno, não foi respeitado anos depois, pelo CONDEPHAAT, que foi perdendo pelos Governos sucessivos seu poder, tornando-se cada vez mais refém da Especulação Imobiliária.
A concepção deste novo Teatro chamado também de “TERREIRO ELETRÔNICO” começou na montagem de “Na Selva das Cidades”, do Jovem Brecht em 1969. Era o início da Divisão do Bairro Popular e Cosmopolita, Umbigo da Cidade: o BIXIGA. Na destruição operada para a construção do MINHOCÃO, Lina então criou o Espaço Cênico da peça, com árvores arrancadas em frente ao Teatro, escombros das casas destruídas, e colocou tudo no centro do espaço, fora do Palco então existente, num RINGUE DE BOXE em 11 rounds, tudo, como na Cidade, ia se destruindo, até se chegar ao próprio cimento que cobria o chão do Teatro. Ali embaixo Lina encontrou a Terra, que chamou “Os Sertões” da Rua Jaceguay 520. Em todos os espetáculos, num trabalho puxado dos atores e dos maquinistas, os objetos que construíam cada cena eram destruídos pelos atores que os atiravam a um amontoado enorme de Lixo, protegido por uma trama de ferro, para não atingir o Público. Todos os espetáculos terminavam por arrancar as tábuas do Ringue e chegar a Terra da Jaceguay 520.
Rimbaud, nas ruas de 1968 em Paris, havia retornado com seus versos: “en dessous lês pavets, Il y a la plage”, “debaixo dos paralelepípedos há a praia”.
Toda a concepção de Lina para o futuro projeto nasceu desde então desta e de todas as peças encenadas pelo Oficina. O Projeto do que chamam hoje o “Anhangabaú da Feliz Cidade” foi, a partir daí, o de um Espaço Público e Urbano Teatral construído pelas exigências das peças teatrais dos atuadores, na dinâmica que as novas descobertas a partir de “O Rei da Vela” e “Roda Viva” passaram a exigir. Aliás, em virtude deste movimento Flávio Império centrou sua argumentação para o Tombamento Revolucionário de 1982. Este Parecer, entre outros, foi incluído no Processo de Tombamento julgado hoje, do Entorno do Teatro Oficina pelo IPHAN.
Lina acolheu este movimento do Teatro Brasileiro, e foi criando o novo espaço organicamente. Isto tornou a arquitetura do Teatro Oficina um espaço único no mundo, uma OBRA DE ARTE em si, MEDALHA DE OURO DA BIENAL DE ARQUITETURA DE PRAGA. É um TEATRO RUA, que busca a Cidade, o retorno ao momento mais forte da história do Teatro no Mundo: o ANFITEATRO DA TRAGÉDIA GREGA . Um Teatro Cívico, para a Cidade. Ao mesmo tempo deu continuidade ao processo interrompido pelo AI 5 de tornar o BIXIGA um Ponto de Encontro Cosmopolita da Cidade com o Povo do Bairro, como se iniciou no PELOURINHO DA BAHIA, mas que também não foi em frente porque foi exigido que não permanecessem os antigos moradores no local reconstruído. Para o BIXIGA, o movimento de sua evolução urbanística indicava o mesmo: que ficassem seus habitantes nordestinos, afro descendentes e seus Teatros e Cantinas. E mais do que isso, que os Teatros cultivassem o espírito dos que lá existiram dos anos 1940 aos 1960, como trabalho de companhias permanentes nas mais diferentes formas de teatro.
Foi o “TBC” que, no fim dos anos 40, inaugurou este processo maravilhoso. Logo depois, o “Teatro Bela Vista”, de Sérgio Cardoso e Nydia Licia, o “Teatro Maria Della Costa”, o “Teatro Cacilda Becker”, o “Teatro Ruth Escobar”, o “Teatro de Arena” e as Cantinas, inspiradas também pelo Nick Bar, hoje uma Igreja Evangélica.
Já nos anos 80, em plena construção do “Teatro Pé na Estrada”, Lina Bardi plantou no jardim do Oficina, como em sua casa no Morumbi, a semente de uma Cezalpina, que rapidamente enraizou-se, teve seu tronco crescido, perfurando o muro do JANELÃO IMENSO , dando pra cidade de São Paulo, como o seu famoso VÃO do MASP, na Avenida Paulista, e foi dar sua Sombra ao Estacionamento do GRUPO SILVIO SANTOS. Essa é a Matriz do que será o Espaço Teatral Urbano pleno de Verde nos arredores do Teatro da Rua Jaceguay 520. Com a Cezalpina atrevida e vanguardeira, nasce “A OFICINA DE FLORESTAS”, nomeada pelo verso de Caetano Veloso no samba “Sampa”.
Lina e os atuadores do Oficina abriram um Teto Móvel no Telhado central do Teatro para os Céus da Cidade, para que os Atores, além da Contracenação consigo mesmo, com sua Companhia, contracenassem com a Paisagem Urbana. Para que seu Corpo Ator e o Corpo do Publico do Instante contracenassem com o Cosmos e o Cosmos agisse com sua Energia visível em todos os Corpos presentes.
Na Fachada do Teatro, Lina exigiu a BIGORNA DE FERRO, Tótem do Oficina, onde o Corpo sofre o Malho estraçalhador da Velha Anatomia que no Fogo da Inspiração Transmuda Alquimicamente, forjando o Corpo Atuador, o Corpo do Ator, da Atriz.
Lina dizia que eram os FERROS DE OGUM na Testa do Terreiro, o Orixá da Felicidade Guerreira. Palavras de Lina: “assim nunca iremos desistir e vamos ganhar esta luta.”
No dia 24 de Agosto de 1980, antes que o Grupo Silvio Santos entrasse nesta Cena, apresentou-se no OFICINA, com o Arquiteto Marcelo Susuki, o 1º Croqui de RUA, feito por Lina, dando para o TEATRO DE ESTÁDIO.
Tendo como Estatuto a peça de Brecht e Paul Hindemith “A IMPORTÂNCIA DE ESTAR DE ACORDO virada CONTRATO SOCIAL DE ACORDO PERMANENTE NA MUDANÇA DE SEUS MEMBROS, o TEATRO OFICINA transmudou-se de “CIA. DE TEATRO OFICINA LTDA.” em ASSOCIACÃO DE TEAT(r)O OFICINA UZYNA UZONA, e neste salto foi tendo a percepção que as montagens dos grandes textos da história do Teatro, desde os do 1º Oficina de “OS PEQUENOS BURGUESES”, “GALILEU GALILEI”, “GRACIAS SEÑOR”, “AS TRÊS IRMÃS”, de Tchecov. “O REI DA VELA”, de Oswald de Andrade, os da fase Uzyna Uzona como “O HOMEM E O CAVALO” e “OS MISTERIOS GOZOZOS”, também de Oswald,”HAM-LET”, de Shakespeare, “BACANTES”, de Eurípedes,”O BANQUETE” de Platão, “BOCA DE OURO”, de Nelson Rodrigues”, “OS BANDIDOS” de Schiller, a TEATRALOGIA CACILDA uma, duas, três, quatro exclamações !,!!,!!!,!!!!, de José Celso Martinez Corrêa, e “OS SERTÕES”, com suas 27 horas de Teatro dadas em 5 dias, eram uma Universidade em Formação. Um Saber que passou a ser pedido pela Sociedade em formas de Cursos, Oficinas, Uzynas Uzonas.
Daí nasceu a “UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA” que tem como ESTATUTO o “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”, o Estudo dos Tabus, das Proibições e das zonas fronteiriças, para a formação não somente de atuadores de Teatro, mas de diplomatas nas áreas de Conflito onde estão os TABUS que impedem o movimento natural dos desejos dos povos do mundo de mudanças, do “change” nesta mudança de Era, que quer ruir os muros de todos os Ismos fundamentalistas da organização Oligárquica Patriarcal, da dominação da ARIDEZ DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA sustentada pela INDÚSTRIA ARMAMENTISTA que mantém o mundo refém de um sistema produtor de Guerras, Terrorismo, e Miséria Física e Espiritual. Os povos que elegeram Obama, Lula, querem deixar brotar o que recentemente descobrimos: estar próxima nossa própria destruição se não atendermos aos valores da Vida Animal, Humana, Transhumana, Vegetal, Mineral.
Hoje sabemos que a Cultura é o cultivo da Infra estrutura que é a Vida e não a Macro Economia que Marx descreveu como a Infraestrutura do Capitalismo.
CULTURA – EDUCAÇÃO – MEIO AMBIENTE hoje é um trinômio de onde brota a continuação das Espécies Vivas, a transvalorização de todos os valores, como previa Nietzche, e traz a possibilidade da PAZ MUNDIAL.
Teatralmente, o que acontece com a disputa entre o TEATRO OFICINA versus GRUPO SILVIO SANTOS é a Metáfora Concreta deste Embate Universal no Planeta todo.
A filosofia dos empreendimentos imobiliários do Grupo SS é a de que os preços subam e o valor dos terrenos cresça, para conseqüentemente construir para a classe média alta condomínios fechados, expulsando a população eloqüente e popular das ruas do BIXIGA, onde os descendentes de Libertas, a Chica da Silva paulistana, que recebeu de seu feitor a CHÁCARA DO BIXIGA, criaram a mais querida Escola de Samba da Cidade, a “VAI VAI”.
O projeto do “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”, batizado por um dos versos da música “Inverno”, composta pelo poeta e músico José Miguel Wisnik como hino desta Guerra pela Felicidade Guerreira, leva também este nome inspirado obviamente no “BAÚ DA FELICIDADE” e é uma aposta de que o próprio GRUPO SILVIO SANTOS possa participar da construção deste empreendimento Revolucionário.
Em vez de resistir, o Oficina RE-EXISTIU, devorou esta Guerra, criando este projeto nascido desta luta por seu entorno, apoiada por milhares de mortais, que amam a cultura da vida, o Teatro, o próprio Teat(r)o Oficina, aqui no Brasil e no mundo. Não foi somente o núcleo que lá trabalha o responsável até hoje por evitar a destruição do bairro pela Corporação poderosíssima que constitui o GRUPO SILVIO SANTOS com a construção, primeiro, como queriam, de um SHOPPING, e agora TRÊS TORRES para 720 Apartamentos. Duas de um lado do OFICINA, de 27 andares, e outra do lado oposto, de 29 andares, exatamente do lado do JANELÃO e da CEZALPINA.
Essa Guerra, do lado do GRUPO SILVIO SANTOS, destruiu duas VILAS ROMANAS, tombadas pelo CONDEPHAAT, e a 1ª SINAGOGA DE SÃO PAULO. Surrealisticamente, no muro do fim da PISTA DO OFICINA, ainda hoje um BECO SEM SAÍDA, o grupo construiu uma PAREDE DE CIMENTO e sobre ela, colocou escombros da SINAGOGA, inclusive uma ESTRELA DE DAVID. Ficou uma Instalação que é chamada pelos atores do Oficina Uzyna Uzona de AUCHWITZ. É o Mistério mais Misterioso entre os acontecimentos desta guerra.
Em 2002, nos 100 anos da publicação de “OS SERTÕES” foi iniciada a encenação do livro, trabalhando-se com as crianças do bairro do BIXIGA, criando-se o Movimento BIXIGÃO, do qual, ao longo dos 6 anos em cartaz da peça, levada a vários Pontos do BRASIL, inclusive CANUDOS, e duas vezes na ALEMANHA, no Festival do Vale do Ruhr e depois abrindo a temporada de outono do VOLKSBUHNE, em Berlim, muitos novos atores surgiram e hoje fazem parte da Companhia. O BIXIGÃO é a semente da UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA e é a resposta do TEATRO OFICINA UZYNA UZONA para o aumento da violência e degradação da cidade, na periferia central de São Paulo.
Há oito anos, desde o primeiro GOVERNO LULA, foi proposto o tombamento do entorno do Oficina para a complementação integral do projeto inicial de Lina Bo Bardi, semi-concluído pelo Arquiteto Edson Elito. Lina Morreu um ano antes da inauguração de seu Revolucionário Teat(r)o.
Durante estes 8 anos, todos os MINISTROS DA CULTURA: Maria Elisa Costa e Antônio Augusto Arante no primeiro governo, Gilberto Gil e atualmente o MINISTRO em gestão, Juca Ferreira, e o próprio atual presidente do IPHAN, Luís Fernando Almeida, apoiaram esta reivindicação da ASSOCIAÇÃO TEAT(r)O OFICINA UZYNA UZONA, que tem apoio do Teatro Brasileiro, Internacional, e de muitos que torcem por mais Vida no Mundo e no Brasil.
Este espaço requer o TOMBAMENTO MATERIAL QUALIFICADO DO ENTORNO DO OFICINA PARA REALIZAÇÃO DO PROJETO DO ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE, QUE COMPLETA O PROJETO DO GRANDE ”ARQUITETO” LINA BARDI, como ficou conceituado desde o mandato de Gilberto Gil, quando de sua visita ao Teatro Oficina juntamente com o Presidente do IPHAN, Luis Fernando Almeida.
Desde tempos arcaicos quando a ARTE DO TEATRO começou a ser praticada, sabemos que CORPO & ALMA são uma mesma realidade inseparável. O teatro especificamente tem seu meio de Produção, como a Agricultura, na Terra, no Espaço Físico dos Teatros.
O teatro, com o crescimento do Brasil, tem a oportunidade de voltar a ser uma ARTE PÚBLICA, cúmplice do reapoderamento do Poder de presença da espécie humana no Mundo.
A Construção de um Espaço que vem de uma Luta teatralizando os Impasses do mundo Contemporâneo, trazendo a Prática desde o TEATRO TOTAL, com a utilização de todos os Meios que a tecnologia digital nos colocou em mãos, caminhando cada vez mais com a Música ao Vivo, os grandes textos atuais e da Historia do Teatro, vai colocar em órbita o TEATRO RITUAL CENTRAL DA TRIBO UNIVERSAL HUMANA.
O TEATRO é uma ARTE filha de DEUS, mais exatamente de ZEUS, que, com a Mortal SEMELLE, concebeu seu fillho, DIONISIO, o deus do TEATRO.
Cacilda Becker declarou “Todos os Teatros são meus teatros”, próximo do ano de 1968, quando o CCC atacou “RODA VIVA”, de Chico Buarque de Holanda. Nesta peça o CORO PAGÃO DE PROTAGONISTAS instigadores da atuação do PÚBLICO-MULTIDÃO UNIVERSAL DE TODAS AS CLASSES, IDADES, ETNIAS E CULTURAS retornou e inspirou a criação do TEATRO DE ESTÁDIO, aberto a todos os Teatros: ao TEATRO DE COSTUMES, SOCIAL, RELIGIOSO, MUSICAL DE TODOS OS GÊNEROS, de CIAS. PERMANENTES QUE RESSUCITARAM NESTE MILÊNIO, ou das que se formam para um ÚNICO ESPETÁCULO, e aos MONÓLOGOS DOS GRANDES ATORES E COMEDIANTES,assim como os STAND UP, os TEATROS DAS ONGS,o TEATRO INFANTIL .
Tudo que se pretende Teatro terá seu lugar para ser Epifanizado diante das Multidões no “TEATRO DE ESTÁDIO”, o primeiro que naturalmente inspirará a criação de muitos outros, como os OLÍMPICOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL.
Tudo que tiver que ser estudado, principalmente o Proibido, o será na “UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA”.
Todos os verdes, ervas, hortas, flores e frutos poderão ser cultivados nas “OFICINAS DE FLORESTAS”, nestes OASIS DE UTILIDADE E FUTILIDADE PÚBLICA que se abrem na Selva da Nova Cidade, e tudo isso contracenará e dará nova vida ao Bairro.
O BIXIGA, como a VILA ISABEL deu Samba, deu Teatro Contemporâneo em Terras Brasileiras da Capital do Capital. E Samba também.
Este Bairro, numa cidade de guetos como São Paulo, retornará a ser o Ponto de Encontro como quer agora Lula do PELOURINHO, sonho de Lina Bardi, e em toda VELHA SALVADOR. Um espaço preservado, ampliado e onde jamais a população pobre será expulsa, ao contrário, será enriquecida nos mais diferentes empregos, TRABALHOS, nos ofícios – quer nos CENTROS CULTURAIS BAIANOS, como o 1º gerador, O OLODUM, e em São Paulo, no “TEATRO DE ESTÁDIO”, na “UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA” e na “OFICINA DE FLORESTAS”.
O programa que RE-EXISTIU pressupõe, como queria Gustavo Campanema, que trabalhadores, principalmente na área da Cultura, antes de tudo sejam tratados como pessoas que poderão cultivar-se, viver a ação de qualquer trabalho como um enriquecimento econômico e de alma, de vida, de estar no mundo.
Neste São João, decide-se um passo corajoso, decisivo na História do Teatro, da Cultura Brasileira e do Crescimento do Brasil.
Que São João acenda hoje esta fogueira em todos os Corações presentes neste ato e nos que estarão torcendo em todo mundo por esta vitória da Vida nesta Era que estamos construindo.
JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA
Diretor do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
Salvador, dia 21 de junho de 2010
(Dizemos no Teatro, antes de entrar em cena: MERDA; mas agora sabemos que MERDA é OURO; esta passa a ser a nova palavra pra jogarmos, atuarmos com sucesso, ao entrarmos corpo e alma na Cena do Mundo.)
A Todos que entrarem na Cena deste TEATRO MUNDI e, sobretudo, aos PROTAGONISTAS, os CONSELHEIROS DO IPHAN DESEJAMOS:
OURO
As peças em Salvador vão começar!
quinta-feira, 24 de junho de 2010Dionisíacas em Salvador
domingo, 20 de junho de 2010O Carro Naval das Dionisíacas 2010 aportou em Salvador no dia 17 de junho, quinta-feira, trazendo a quase totalidade do grupo Uzyna Uzona para a capital baiana para realizar em dez dias Oficinas Uzynas Uzonas com o povo soteropolitano e apresentar as quatro peças do repertório que viajam esse ano para sete capitais brasileiras.
Na sexta-feira as mais de 100 pessoas inscritas para as oficinas de todas as áreas do trabalho cyber teat(r)al realizado pelo Oficina aqueceram-se em um ensaio sobre o roteiro de Taniko. As oficinas continuaram no dia seguinte separadas por áreas e os grupos estão ocupando as espaçosas e arejadas salas de dança para produzir figurino, assistir a videos e trocar informações sobre os roteiros e a montagem técnica dos espetáculos das Dionisíacas. Entre os quase 50 oficineiros de vídeo, internet, luz e sonoplastia há palhaços, engenheiros, economistas, fotógrafos, dançarinos, gente de diversas áreas e diferentes idades. As oficinas continuam durante a segunda e terça-feiras, 21 e 22 de junho, com trabalhos práticos na estrutura do Teatro de Estádio, e depois concentram-se no único ensaio que será o corrido de Cacilda!! na quarta-feira, dois dias antes do início dos espetáculos, no dia 25 de junho, quinta-feira. No dia 24 de junho acontece o julgamento do tombamento do Teatro Oficina e de seu entorno qualificado pelo Iphan, para a continuação da obra de arte de Lina Bardi com a construção do Anhangabaú da Feliz Cidade.
A Companhia Uzyna Uzona está instalada em Ondina, hospedada em hotel próximo da UFBA onde estão sendo realizadas as oficinas, na sede da escola de dança. Atrás desse edifício está sendo erguida a estrutura do Teatro de Estádio, em terreno recém desmatado para a construção de um novo edifício de faculdade do campus universitário. A paisagem, devastada e agora ocupada pela tenda branca de grandes proporções armada no espaço do clarão aberto está cercada pela mata densa e escura que antes ocupava toda área. Notícias dão conta de que a fauna que antes habitava essa área dispersou-se pelo campus da universidade e os bichos começaram a aparecer perdidos nas salas de aulas. Através das janelas das salas é possível ver micos e pássaros que povoam a região. As Dionisíacas vão marcar a primeira atividade nesse ponto de desmatamento, o que foi questionado por alguns dos alunos envolvidos nas oficinas. Mas é certo que esse fato definirá também a direção dos espetáculos.
Muitos produtores estão associados ao Oficina para realizar as Dionisíacas em Salvador, assim como comunicadores e trabalhadores de tecnologia da UFBA, o que tem criado uma atmosfera de trabalho em campo constante e dinâmica. Estão associados ao projeto a produtora Quattro, de Salvador, o Centro de Processamento de Dados da UFBA, através do qual serão feitas as transmissões online dos espetáculos no site do Oficina, o pessoal do Cuca da Une, e outros divulgadores ligados à internet.
As datas dos espetáculos são: Taniko em 25 de junho às 20h, Cacilda!! em 26 às 18h, Bacantes em 27 às 18h e Banquete em 28 às 19h. Todos com transmissão ao vivo no www.teatroficina.com.br. A entrada é gratuita mas é aceita doação voluntária de 1kg de alimentos, brinquedos e especialmente para Cacilda!! flores que serão entregues pelo público duramte a apresentação do espetáculo.
Festival Das Bandas do Oficina
quarta-feira, 9 de junho de 2010Pelo Tombamento do Oficina e entorno no Iphan
quarta-feira, 9 de junho de 2010O Oficina foi TOMBADO pelo CONDEPHAT na presidência do geógrafo AZIZ AB SABER que na mesma época tombou a JURÉIA, na SERRA DO MAR, durante a gestão do pianista JOÃO CARLOS MARTINS na SECRETARIA DE CULTURA.
Sempre tivemos mais avanços nos governos interinos. Confiamos contar com esta possibilidade agora também, no GOVERNO DE ALBERTO GOLDMAN, tendo como SECRETÁRIO DA CULTURA, ANDRÉ MATARAZZO. Espero que eles impeçam o GRUPO SS de construir as 3 TORRES DE 720 APARTAMENTOS que aniquilariam de vez o BAIRRO DO BIXIGA.
O Parecer Técnico a favor do Tombamento com um entorno de 300 metros, em 1983, foi fundamentado pelo artista, arquiteto, cenógrafo, figurinista , diretor, FLÁVIO IMPÉRIO. Como um exemplo raro de grandeza trans-humana FLÁVIO ao mesmo tempo no LAUDO TÉCNICO, frisava, tatuava, que o teatro deveria passar por várias transformacões arquitetônicas, pois era tombado exatamente por ter a transformação física do espaço cênico como sua característica maior: uma forma de teatro conforme pedissem os movimentos das encenações das várias fases do trabalho de criação.
O OFICINA tem um Tombamento revolucionário, pois ao mesmo tempo estimulou a construção do novo projeto, assinado inicalmente totalmente por Lina Bardi, já visando a incorporação do Entorno do Teat(r)o Oficina. AZIZ, JOÃO CARLOS E FLÁVIO tomaram uma posição firme diante da ameaça que existia à época do Teat(r)o Oficina ser vendido ao GRUPO SÍLVIO SANTOS. Além das razões estéticas ligadas à concepção de teatro progressiva do Oficina, não se deixando capturar pela forma dominante de “teatro de palco italiano”, esta situação de ameaça de extinção foi decisiva como motivação para o Tombamento. Na época era um SHOPPING, que o GRUPO SS pretendia construir, hoje querem levantar 3 TORRES PARA 720 APARTAMENTOS. Em ambas configurações, estas obras no entorno destruíriam o TEAT(r)O concebido por LINA e depois SEMI TERMINADO, POIS QUE NÃO SE CONSEGUIU ABRIR A RUA, por Edson Elito. Há um janelão enorme que dá para a cidade, com que o público e os atuadores do Teat(r)o contracenam. É como se fosse o famoso VÃO do MASP. Por outro lado LINA plantou uma CEZALPINA que tem suas RAÍZES no jardim do OFICINA, e como na casa dela no MORUMBI, atravessa o Janelão e tem sua enorme COPA sombreando o TERRENO DO GRUPO SS.Há um TETO MÓVEL que dá para os céus de São Paulo, enfim é uma concepção de espaço teatral revolucionária sem igual no mundo, já detentora de prêmios em BIENAIS como as de PRAGA e VENEZA. É um Espaço Arquitetônico-Urbanístico em que se contracena com a cidade e o cosmos. Impedir esta possibilidade é destruir inteiramente esta concepção revolucionária de Teatro voltado para todo Espaço Urbano e tambeem Sideral: como afirma Oswald de Andrade no MANIFESTO ANROPÓFAGO: “Eu no Cosmos, o Cosmos em mim.” Esta é a sensação que os atores e o público sentem quando vivem os grandes textos da história humana que trazem as peças lá encenadas. É uma filosofia teatral que transcende o teatro de costumes, ou meramente social. Incorpora-os, mas vai mais longe.
Os 300 metros do entorno do OFICINA, TOMBADOS em 1983, continuam valendo apesar de por pressão da especulação imobiliária não serem levado em consideracão pelo atual CONDEPHAAT. Basta ler o belíssimo parecer de AZIZ AB’SABER, que prova a justiça destes 300 metros de entorno. Entretanto, depois de MODESTO CARVALHOSA, que continuou a linha de AZIS, o CONDEPHAAT, através dos Governadores que se seguiram, cedeu totalmente à pressão da especulação finaceira, e praticamente passou a desconsiderar a LEI DO ENTORNO. Espero que não aconteça o mesmo neste atual governo interino, e que este tire este Organismo, o CONDEPHAAT, desta situação de impotência. Este é o endereço para encontrar-se no site do OFICINAUZYNAUZONA o belíssimo parecer de AZIZ AB SABER que pode ser equiparado às páginas de EUCLIDES DA CUNHA em “OS SERTÕES”: http://teatroficina.uol.com.br/menus/45/posts/336
O projeto do GRUPO SS em si é um projeto como outro qualquer de um empreendimento comercial, mas o fato é que realizado no entorno do TEAT(r)O OFICINA destrói a concepção fundamental de LINA e torna impossível o funcionamento do que tem de mais forte nesta arquitetura e nas encenacões deste TEAT(r)O. O fato é que sempre lutamos pela afirmação da realização do projeto total de LINA BARDI, um dos maiores “arquitetos” do século XX, que quer o OFICINA como uma RUA, e a expansão do Entorno Tombado com um TEATRO DE ESTÁDIO, UNIVERSIDADE E ÁREA VERDE, cúmplice da revitalização do BAIRRO DO BEXIGA como Ponto Central do encontro dos Guetos de São Paulo que chamo SAMPÃ.
O BIXIGA antes do MINHOCÃO era um CENTRO, um CHACRA da Metrópole, COSMOPOLITA e ao mesmo tempo POPULAR.
Lutamos estes anos todos pela expansão do TEAT(r)O OFICINA numa UZYNA UZONA ativadora do BAIRRO DO BEXIGA .
Estamos plugados, ligados no Bairro e no Mundo, desde o trabalho que fazemos com as crianças do Bairro: O BEXIGÃO, às ligações com a presevação e ampliação da vida dos moradores atuais, nordestinos principalmente, e afro brasileiros, herdeiros de LIBERTAS, a Chica da Silva do Bairro, real propietária da “CHÁCARA DO BIXIGA”, grilada pela especulação, mas presente na grandeza da maior escola de samba de SAMPÃ: a VAI VAI.
Antigamente o GRUPO SS queria construir um SHOPPING, hoje pretende levantar 3 TORRES para 720 APARTAMENTOS , o q expulsaria os moradores mais pobres e acabaria de vez com o destino do Bairro se ser o UMBIGO DE SAMPÃ.
Há oito anos tramita na esfera federal o projeto do TOMBAMENTO DO ENTORNO DO OFICINA PARA A COMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO INICIAL DE LINA BARDI. É necessário que o julgamento deste processo aconteça finalmente agora neste fim de Governo LULA, pois nestes anos todos contou com o apoio DE TODOS OS MINISTROS DA CULTURA : MARIA ELISA COSTA e ANTÔNIO AUGUSTO ARANTES no1º GOVERNO, GILBERTO GIL e atualmente o MINISTRO EM GESTÃO, JUCA FERREIRA, e do próprio ATUAL PRESIDENTE DO IPHAN, LUIS FERNANDO ALMEIDA. Mas até então não foi examinada pelos CONSELHEIROS do IPHAN que devem fazê-lo ainda este semestre de ano eleitoral, onde as ações do Governo praticamente não acontecem mais no 2º Semestre. O CONSELHO DEVE enfim discutir o TOMBAMENTO FEDERAL DO OFICINA E SEU ENTORNO.
O GRUPO SS destruiu todo o ENTORNO DO OFICINA, inclusive a 1ª SINAGOGA DE SÃO PAULO e duas VILAS ROMANAS TOMBADAS pelo CONDEPHAAT. Por estar pendente ainda o processo de TOMABAMENTO FEDERAL, e por VALER AINDA O TOMBAMENTO FEITO POR AZIZ AB’SABER, O GRUPO SS não pode por lei iniciar a construção das TORRES, dando início à venda de apartamentos.
Nestes 30 anos de luta tivemos o apoio dos que amam a cultura da vida e o Teat(r)o Oficina. A pressão pública de amantes da vida cultural do BRASIL e do MUNDO fez com que não “resistíssemos”, mas “RE-EXISTÍSSEMOS”, nos renovando. A revolução cultural consequente da montagem de 1967 de “O REI DA VELA” religou a OSWALD DE ANDRADE e à ANTROPOFAGÍA, toda a geração que emergiu em 1967, na TROPICÁLIA. Um movimento popularizado pela música, mas que tocou todos os MÓDULOS DA VIDA CULTURAL DO BRASIL e hoje do MUNDO. Nesta RE-EXISTÊNCIA permanente, criamos praticamente o Projeto do “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”, nome de um SAMBA composto pelo POETA MÚSICO JOSÉ MIGUEL WISNIK, para esta LUTA de 3 DÉCADAS.
Este PROJETO CONSISTE em:
1 – fazer cair a BASTILHA DO BECO SEM SAÍDA DA PISTA DO OFICINA, transformada assim numa verdadeira RUA, escorrendo pelo declive do terreno até o VALE DO ANHANGABAÚ. O nome de REGISTRO DE NASCIMENTO DE LINA é AQUILINA, vidente ela via a queda destes MUROS DO BECO como uma estrada desempedida para a cultura popular antropofágica carnavalesca tecnizada do BRASIL. Esta QUEDA desta BASTILHA foi sempre exigida em cada um de nossos espetáculos de “Óperas de Carnaval da TragyComédiOrgya, de Terreiro Eletrônico”, criados nestes últimos 30 ANOS.
2 – A Construção de um “TEATRO DE ESTÁDIO” para 5.000 pessoas, pois podemos dar, estamos dando aliás, esta Epifania de um Teatro Brazyleiro, que retorna ao momento mais inpirado da Historia do Teatro no Mundo, “A TRAGÉDIA GREGA”, misturando-a com a ORGYA e a COMÉDIA, de onde nasceu o Teatro nos MISTÉRIOS DE ELEUSYS, cuja primeira manifestação nasceu com a saída dos SATYROS dos subterrâneos de ELEUSYS com uma ÁRVORE PHALOS-CARALHO, em Procissão.
OSWALD DE ANDRADE em 1943 publica o seu MANIFESTO do “TEATRO DE ESTÁDIO para a vontade e a emoção do Povo”, no seu texto chamado “DO TEATRO QUE É BOM”, publicado em suas obras completas no volume denominado “PONTA DE LANÇA”. Até domingo passado estávamos em BRASÍLIA, numa estrutura de TEATRO DE ESTÁDIO, instalado na ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS tendo como fundo do CAMPO DE FUTEBOL DESTE TEATO a PRAÇA DOS TRÊS PODERES, realizando – “AS DIONIZÍACAS”, a encenação de 4 peças de Teatro de Estadio para um público de 1600 pessoas diariamente: TANIKO, Nô Bossa Nova TransZENico de ZEN SHIKU, texto do teatro japonês da Cia. de ZEAME, o fundador do TEATRO NÔ, o SHAKESPEARE do Japão; ESTRELA BRAZYLEIRA A VAGAR CACILDA !!, em torno da iniciação da carreira teatral da Atriz das Atrizes, CACILDA BECKER, no Rio de Janeiro, BACANTES, transcriação do rito de origem do Teatro, captado por EURÍPEDES e O BANQUETE, transcriação da obra de SÓCRATES, posta em verbo por PLATÃO e transformada pelo OFICINAUZYNAUZONA num PRATÃO de PRAZER.
3 – A Construção do Espaço da UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA, já praticada na formacão de atuação de nossa Companhia, constituída atualmente por 60 ATUADORES, na atuação teatral, musical da BANDA AO VIVO e AO ELETRÔNICO, do corpo de CYBER ATUADORES, nos PEDAGOGOS E ARTISTAS do BIXIGÃO, nos TÉCNICOS, “BÁRBAROS TECNIZADOS” como videnciava OSWALD. A formação vem através de mergulhos em obras intensas da dramaturgia mundial e brazyleira de todos os tempos. Esta UNIVERSIDADE tem como estatuto o MANIFESTO ANTROPÓFAGO de Oswald de Andrade de 1928. Nela vamos estudar a Arte da Atuação nas Zonas Fronteiriças na Sociedade Atual, o “PROIBIDO”. Vamos diretamente aos TABUS para transmutá-los em TOTENS. A UNIVERSIDADE destina-se não somente à formação de atuação para o TEAT(r)O, mas para todos os pontos sociais estrangulados por TABUS. Diplomatas com a Sabedoria para NEGOCIAR DEMOCRATICAMENTE as faixas onde as Guerras de todo tipo podem explodir e trazer a compreensão da BIODIVERSIDADE DO MUNDO CULTURAL DE HOJE PÓS DECADÊNCIA DO IMPÉRIO AMERICANO. Hoje o PLANETA, em plena Transformacão mas ainda preso a velhos TABUS PATRIARCAIS, MONOTEÍSTAS, a vários ISMOS, enriquece a INDÚSTRIA ARMAMENTISTA e mantém o mundo refém de um sistema produtor de Guerras, Terrorismo, e Miséria Física e Espiritual. Mas esta UNIVERSIDADE dança com a velocidade que a INTERNET traz ao GLOBO na TRANSVALORIZAÇÃO DE TODOS OS VALORES, COMO PREVIA NIETZSCHE.
4 – OFICINA DE FLORESTAS – quando CAETANO VELOSO foi assistir “NA SELVA DAS CIDADES” comoveu-se com uma cena criada por LINA BARDI : arquiteto cênico do território do espetáculo da peça do jovem Brecht. LINA fez com que os MAQUINISTAS trouxessem árvores abatidas para a construção do MINHOCÃO para um RINGUE DE BOXE, onde eram erguidas num cabo de aço para uma cena chamada “ÁREA VERDE”, e finda a cena, as árvores desmoronavam no centro do Teatro, contornadas pelo público que assitia a cena pasmo. Esta comoção está presente em SAMPA quando CAETANO refere-se ao trabalho do OFICINA na Metrópole como o de OFICINA DE FLORESTAS. Assumimos este nome poético (segundo AZIZ AB SABER SamPã não tem Florestas, mas sim, Bosquetes) para a Expansão e Irradiação Urbana de todos os verdes, FOLHAS, FRUTOS, HERVAS, HORTAS, FLORES, para uma SELVA DAS CIDADES iniciada, propagada como PESTE e no BIXIGA todo.
5 – CONSTRUÇÃO DE UM CONJUNTO ARTQUITETÔNICO URBANISTA INSPIRADO NAS MAQUETES DE LINA BO BARDI E EDSON ELITO, ATUALIZADAS NO PROCESSO DE PERMANENTE RE-EXISTÊNCIA DO OFICINA-UZYNA-UZONA PARA ABRIGAR TODO ESTE PROGRAMA. OS ARQUITETOS JOÃO BATISTA MARTINEZ CORRÊA E BEATRIZ PIMENTA FIZERAM BROTAR ESTE PROJETO DA PROPIA LUTA DE 30 ANOS. Quando foi contratado o arquiteto MARCELO FERRAZ pelo GRUPO SS para fazer as OBRAS do SHOPPING incluindo este CONJUNTO ARQUITETÔNICO, este arquiteto pediu a mim que escrevesse um PROGRAMA. Escrevi, mas o que nos foi apresentado não tinha nada a ver com nossas propostas amadurecidas nestes 30 anos de Guerra. Pedi então ao meu irmão JOÃO, nascido como LUIS ANTONIO no dia 24 de JUNHO, dia de SÃO JOÃO, ANO NOVO NO HEMISFÉRIO SUL, FESTA DO SOL DOS ÍNDIOS QUE HABITAM TODA AMÉRICA DO SUL, INCLUSIVE O BRASIL, QUE FIZESSE COM BEATRIZ, MINHA SOBRINHA, UM PROJETO INSPIRADO REALMENTE NO PROGRAMA QUE EU ELABOREI, PARA UMA PUBLICAÇÃO BILÍNGUE.
A MONTAGEM DAS 27 HORAS DE “OS SERTÕES” INSPIROU A REDAÇÃO DO PROGRAMA. LINA SONHAVA SEMPRE COM QUE MONTÁSSEMOS JUNTOS ESTE GRANDE LIVRO BRASILEIRO, POIS ELA VIDENCIAVA A RELAÇÃO DE NOSSA GUERRA DE MUITAS DÉCADAS COM A DE CANUDOS.
EU VIA A CONFIGURAÇÃO DESTE ESPAÇO COMO A PRÓPRIA CANUDOS SUBMERSA.
EUCLIDES DA CUNHA DEIXOU TOMBADA A PAISAGEM ANTERIOR AO SEU COBRIMENTO PELO DILÚVIO DA REPRESA DE COCOROBÓ.
NA DESCRIÇÃO DA PAISAGEM DA 2º COLUNA DA 4ª EXPEDIÇÃO DESCREVEU MANIACAMENTE TODA A CONFIGURAÇÃO FÍSICA DO TERRENO.
ENVIEI ESTE TRECHO DE “OS SERTÕES” PARA JOÃO BATISTA E BEATRIZ JUNTAMENTE COM TODOS OS 1ºs TRAÇOS DE LINA E MARCELO SUSUKI, FEITOS E APRESENTADOS PUBLICAMENTE NO DIA 24 de AGOSTO DE 1980, TODOS OS OUTROS PROJETOS MAQUETADOS POR LINA E POR EDSON ELITO. OS ARQUITETOS CHEGARAM À CRIAÇÃO DESTE ESPAÇO QUE PODE SER VISTO NO SITE DO OFICINA NESTE ENDEREÇO: http://blog.teatroficina.com.br/?cat=112, juntamente com a 1ª MAQUETE de LINA BARDI E MARCELO SUSUKI, ASSIM COMO O PROJETO DO ARQUITETO FRANCÊS JEREMY GALVAN, TRABALHANDO ATUALMENTE COM JOÃO BATISTA E BEATRIZ.
AS IMAGENS SÃO ANTECEDIDAS COM UMA NOTÍCIA DO ADIAMENTO DE UMA REUNIÃO DO CONSELHO DO IPHAN PARA TRATAR DO TOMBAMENTO DO ENTORNO DO TEAT(R)O OFICINA.
ESTA REUNIÃO FOI ADIADA PARA DIA 24 de JUNHO DE 2010 -No Fio da Navalha do Tempo.
A ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA REQUER TOMBAMENTO QUALIFICADO COMO FICOU CONCEITUADO DESDE GILBERTO GIL MINISTRO, PARA A COMPLEMENTAÇÃO INTEGRAL DO PROJETO DE LINA BARDI, RE-EXISTIDO, RECRIADO PELA HISTÓRICA LUTA DOS 30 ANOS APOIADA ARDOROSAMENTE PELO POVO-PÚBLICO BRASILEIRO E INTERNACIONAL DO OFICINA UZYNA UZONA.
ESTAMOS NESTE PONTO DA “PAIXÃO E DO TORMENTO : PRÓXIMOS A UMA PAZ POSSÍVEL E PRODUTIVA PARA TODOS.
NÃO CONSEGUIMOS ESPERAR QUIETOS. QUE FAZER?
SAMPÃ, PASSAGEM DO DIA 3 CORPUS CRISTI PARA O DIA 4 DE JUNHO DE 2010
OURO







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